11 de set de 2009

A Seqüência Fibonacci



Um vídeo do You Tube traz a explicação de uma das mais curiosas teorias matemáticas já estudadas: a seqüência Fibonacci.

O vídeo é bem sinóptico mas existem vários lugares onde se pode pesquisar sobre o assunto.

A manifestação desse sequencial pode ser percebida em várias coisas, principalmente na natureza:











nas flores











no corpo humano,




nas conchas de caracóis,





nas galáxias,






nos furacões,





nos chifres de um bode, etc.
Todas seguem a mesma curva fundamental que traz consigo a espiral logarítima, a seqüência de Fibonacci.
Este sequencial matemático chamado seção áurea ou proporção divina tem valor matemático igual a 1,618.
Este número chama-se Phi ( pronuncia-se fí ) , e tem este nome em homenagem ao arquiteto grego Phidias,construtor do Parthenon e que utilizou o Phi em muitas de suas obras.
Na verdade, este número, atribuído à sequência de Fibonacci, nada mais é do que uma constante de proporcionalidade deduzida muito antes por Phidias.

No vídeo há uma alusão de que essa seqüência representa o caminho para as digitais de Deus.

Leonardo Pisano ou Leonardo de Pisa 1170 — 1250) ficou conhecido como Fibonacci, após a sua morte.
O apelido de família de seu pai era "Bonacci" (homem de boa natureza) e o apelido dele próprio, Fibonacci, é um diminutivo de fillius Bonacci, que provavelmente signifique filho de Bonacci.
O seu pai dirigia um escritório comercial no norte da África e muitas vezes levava o jovem filho consigo. E foi viajando que conheceu, em contato com os árabes, o sistema de numeração hindu.
Na época em que ele vivia, a Europa só usava os algarismos romanos.
Convencido da superioridade dos algarismos árabes em comparação com os algarismos romanos,Fibonacci trouxe para a Europa, na Idade Média, a definição do símbolo zero, juntamente com a introdução dos números arábicos, que foram divulgados por ele em todo o continente europeu.
Esta descoberta representou na época um paradoxo, pois era difícil imaginar a quantificação e a representação do nada, do inexistente.

Para compreender essa superioridade, basta tentar efetuar a divisão de 4068 por 12, ou a multiplicação desses mesmos números com a numeração romana.

Fibonacci era um estudioso e a matemática lhe atraía por demais.
Viajou através dos países mediterrâneos para estudar com conhecidos matemáticos árabes de seu tempo.
O matemático italiano é considerado o pai dos matemáticos europeus e talvez o mais talentoso matemático da Idade Média.


Muitos artistas que viveram depois de Fibonacci usaram a proporção Áurea em seus trabalhos.
Principalmente os pintores.
Da Vinci a chamava de Divina Proporção e a usou em muitos de seus trabalhos.
Na Mona Lisa podemos encontrar essa proporção em torno de seu rosto, no contorno dos olhos e também em várias partes do corpo dela.

Artistas têm usado, através da arte e dos tempos estas relações matemáticas.
Seurat, Mondrian...

No Brasil uma artista do Patchwork tentou isso no Patchwork: Vanessa Lott, em seu trabalho "Tributo à Fibonacci":




A americana Caryl Bryer explorou mais a fundo essa teoria numérica em seus trabalhos de Patchwork, que estão na lista dos cem melhores daquela América.
Veja alguns dos seus trabalhos relacionados a este tema:








Algumas patchmakers americanas vêem uma relação muito estreita entre a teoria de Fibonacci e as técnicas do EPP...





... e do Bargello.



Patchwork também é cultura.

Um comentário:

Anônimo disse...

Caramba, simplesmente AMEI seu post!
Você deve saber como amo Ciência e ver que tudo isso está relacionado também ao Patchwork me estimula muito!
Então podemos assumir que Patchwork também é uma representação feliz da natureza, não somente no sentido pictório, de repetição de imagens, mas de sequência de formas, de lógica, enfim. Eu amo mesmo tudo isso!
Obrigada, viu, por compartilhar essa cultura.
Sdades, de coração!