5 de fev de 2016

SABERES

O que significa “conhecimento”?

É o que o homem aprende, produz ou inventa e que vai se incrementando, se transformando e se renovando na medida em que passa de geração para geração e de cultura para cultura.

Independentemente de ser sobre ciência ou de ser sobre algo que se aprendeu na escola.

No processo de construção do conhecimento não se pode separar razão (a ciência e tudo o que pode ser exato, medido e contado) de emoção (sensação, sensibilidade, subjetividade).

O ser humano é um ser integrado e esses aspectos estão interconectados.

Tudo o que se relaciona a nós nunca envolve apenas um destes aspectos.

Uma pessoa que pensa é a mesma pessoa que sente.

A arte é um saber.

Ela envolve razão e emoção.

E possibilita diferentes tipos de relacionamentos da pessoa com o mundo em que ela está inserida.

Alguns saberes sempre foram considerados mais importantes que outros.

A ciência, por exemplo, se firmou negando tudo o que não fosse verificável ou mensurável e acabou se tornando uma espécie de paradigma da verdade.

E a escola sempre priorizou a ciência à arte.

O conhecimento passado na escola segue a seguinte prerrogativa: tudo é igual em todas as escolas e é aprendida primeiro a teoria e depois, os exercícios que ajudam a fixá-la.
 E o professor é detentor do conhecimento, único e “verdadeiro” e o aluno não aprende nem é inspirado a pensar por si mesmo.

Pergunto: se é preciso reinventar a vida a cada segundo, como fazer isso, inserido nesse modelo?

O saber científico é extremamente importante.

Mas é preciso, também, saber sobre poesia!

A arte é objetiva e subjetiva.

Mas um cientista não é exclusivamente objetivo assim como o artista não é exclusivamente subjetivo!

Tanto a natureza científica como a natureza estética fazem parte das pessoas!

Não vejo pertinência em considerar que a ciência se apoie apenas no rigor e a arte apenas na espontaneidade.

A ciência não deve ser o fio condutor em uma escola.

E nem o rigor de suas entranhas.

Há que se viver com sonhos, com beleza, com curiosidade, com criatividade!

Ciência e Arte falam da natureza humana, e em nenhum aspecto isso tudo é exato e livre de erros.

Para saber de arte é preciso conhecer técnicas, dominar instrumentos e educar os sentidos: é preciso saber ver com os olhos fechados, ouvir com a surdez dos tímpanos, sentir o que não se consegue expressar, falar o que não se consegue escrever e tocar com a alma antes dos dedos.

É preciso liberar os sentimentos através de alguma linguagem que não seja a que sabemos.

Saber de arte pede que a pessoa viva a experiência e que amplie seu conhecimento, olhando (com olhos de criança) e refletindo sobre experiências e conhecimentos de outras pessoas.

Os gênios não são aqueles que nascem sabendo.
Eles são pessoas simples que têm a habilidade em olhar de forma diferente.

E se tornam geniais porque seus sentidos tornam diferentes tudo o que experienciam, compreendem e refletem.

“Ter o dom” significa achar ou que Deus te deu algo a mais ou, conforme explica a ciência, que você “herdou”. (Em uma família de músicos, por exemplo, alguns membros são verdadeiros estímulos para que outros aprendam).

“Ter talento” significa pensar que você nasceu pra isso! Nem precisou se especializar!

“Ter vocação” já não depende de nascer com o dom ou talento, mas de você saber administrar seus conhecimentos.

Será?

As pessoas precisam de novas ideias, de novos e infinitos modelos.


HORA DE ESQUECER TUDO...

... E REINVENTAR TUDO...

... E RECONSIDERAR....

... E REFLETIR...

 VAMOS NOS REBELAR!

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