5 de mar de 2013

O Brasil é muito grande.

O que eu sempre achei muito interessante foi reunir diferentes obras de diferentes artistas que morassem em diferentes lugares geográficos.

Para se conseguir reunir trabalhos em Quilt Art brasileiros (diversos Estados) ou mesmo de países vizinhos, são  exigidos deslocamento e investimento.

E por quê trazer gente de fora?

Embora o artista coloque no trabalho indícios da cultura onde é inserido, o fato é que não existe Arte Brasileira.

O que existe é a Arte feita aqui no Brasil.

Arte é apátrida.

Está acima dos conceitos, adjetivos e significados que inventarmos para ela.

Mas existe uma linha de conexão que eu até arriscaria a chamar de "diálogo", entre artistas de várias partes do mundo que vivem numa mesma época.

A reunião de todos estes trabalhos, numa mesma data, deixa um registro que valorizará, no futuro, certos momentos artísticos e qual visão os artistas trazem nesta determinada época.

Hoje podemos observar como certas questões se repetem ao longo do tempo.

Não acredito que isso vá mudar.

Mas acho importante o registro histórico, para que o historiador tenha material historiográfico para fazer estas comparações no futuro e conhecer melhor o passado: presente que vivemos hoje.

Precisamos de críticos de Arte.

Não do tipo "senhores e donos dos conceitos", que julgam e qualificam, desqualificando: "Isto é Arte; isto não é Arte!!!", mas daquele que escolhe um determinado objeto artístico, e faz um verdadeiro reconhecimento dele, pesquisando seu significado para o autor e trazendo isso ao público e, através disso, abrir uma grande discussão e reflexão sobre significados.

O crítico, quando traz isso a público, contribui com a experiência do artista.

E a experiência do artista, através do crítico de Arte, fica documentada para as gerações futuras de artistas que vão se deparar, lá na frente, com as mesmas questões.

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