5 de mar de 2013




Ian Hamilton Finlay, nome de um grande poeta escocês.

Um artista da palavra.

Classicista, sentia-se livre dos dogmas da Igreja. 

Voltado a si mesmo, sua própria vida, sua capacidade de produzir e conquistar, faz sua poesia voltar à Mitologia. 

Um dia ele resolve que deveria estender seus poemas para além das páginas impressas. 

Quis o campo visual, que era mais amplo. 

E ao abandonar a poesia convencional, ultrapassou os limites da prática disciplinar e se jogou na poesia concreta.

Viveu 81 anos.

E hoje, uma de suas obras mais famosas é um jardim que ele construiu. 

Finlay inscreveu palavras nas pedras que foram colocadas por todo esse jardim. 

Poesia inscrita. 

Poesia concreta, literalmente estruturada.

Concreta no sentido literário e concreta no sentido de ter sido inscrita numa pedra. 

A palavra se transforma numa escultura. 

Uma expressão é espacializada.

Lindo! 

E, mesmo optando pelo concretismo, a significância das palavras e o entendimento da sua ideia eram extremamente importantes para ele.

Concretizar palavras.

Fantástico, genuíno e genial!

Foi genuinamente contemporâneo em sua época, principalmente quando rompeu com a poesia discursiva linear. 

John Dixon Hunt, historiador, que diz o seguinte: 
"O jardineiro ideal é um poeta". 

" Todo artista deve ver poesia. Em tudo o que olha."

Minha poesia para Finley:
Ar te
Ar te ar
Te ar
Ar tê

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