10 de abr de 2011

Mais notícias sobre os Painéis de Portinari


A ministra da Cultura, Ana de Hollanda,visitou no dia 8 de abril a oficina de restauração dos painéis Guerra e Paz, do artista plástico brasileiro, Cândido Portinari, no Palácio Gustavo Capanema, sede da Representação Regional do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro.
Os painéis, parte do acervo da Assembléia Geral das Nações Unidas, a ONU, em Nova Iorque, foram trazidos ao Brasil no final do ano passado, a pedido do filho do artista, João Cândido, para restauração.

São os dois últimos grandes murais pintados entre 1952 a 1956, com a técnica a óleo pelo artista, enormes, poucos anos antes da morte do pintor, que morreu em consequência de envenenamento pelo chumbo contido nas tintas, seu material de trabalho.

Recebidos no Brasil com grande carinho, alegria e orgulho, os painéis foram expostos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e agora são restaurados.

Tudo isso faz parte do projeto elaborado por João Cândido Portinari, através da Lei Rouanet, que conta com o apoio do Ministério da Cultura.

Eu estou impressionada com a seriedade com que os restauradores estão trabalhando para chegar ao trabalho original, é maravilhoso todo o processo de pesquisa. Tenho uma relação muito pessoal com Portinari, porque ele foi o primeiro pintor que me despertou pra arte, quando eu era ainda criança. Me impressiona muito a forma como ele trabalha a questão da miséria e da dor humana. Talvez nenhuma fotografia de uma guerra me impressionasse tanto quanto me impressiona a forma como ele retrata isso”, comentou a ministra ao ver o trabalho de recuperação dos quadros do artista.

Estávamos ansiosos para poder apresentar esse trabalho à ministra. De todo o governo, ela é uma das pessoas mais importantes para mostrar o projeto. Todo o trabalho do “Guerra e Paz” é articulado com o Estado brasileiro, e certamente os dois ministérios mais importantes nesse processo são o Ministério da Cultura e o das Relações Exteriores”, afirmou João Cândido Portinari, que conduziu a ministra durante sua visita, que começou com uma apresentação em vídeos e fotos sobre todo o projeto.

No lugar onde as obras estão sendo restauradas e que é aberto ao público, muitos alunos, de todas as partes do Brasil, vindos com suas escolas.
A eles é explicado todo o processo técnico de restauração.
Curiosos, eles ficam fascinados com toda a história que envolve estas obras e a vida do pintor.

Depois de restauradas, as obras vão passear pelo Brasil e pelo exterior, até o ano de 2013, quando, então, voltam ao seu lugar, a sede da ONU.
E a mensagem de paz, pintada por Portinari, sempre estará viva, para ser lembrada, independentemente de onde suas obras estejam penduradas.

Fonte: "O Dia da Cultura", net
Postar um comentário