1 de dez de 2008

Memórias da televisão da minha infância



Tenho quase meio século de vida.



Eu acho isso o máximo!
Outro dia, reunida em família falávamos do tempo e eu contava como era a minha infância.
Para os meus filhos, de 11 e 17 anos, algumas coisas soavam engraçadas, à medida que falávamos, e eles gostaram de nos ouvir contar.
Outras coisas eles não têm idéia: máquina de escrever com cópia carbonada, branquinho, borracha para apagar tinta de caneta, televisão em preto e branco...
A televisão, depois que apareceu, sempre foi muito presente e marcante na vida das pessoas. Não foi diferente comigo.
E as passagens mais interessantes da TV pela minha vida remontam minha infância.
Saudosismo de quem tem meio século ou não, não sei.
O que sei é que gosto de relembrar.
Desfrutei de uma programação muito especial e que ficou caracterizada para aquela época.
Muita coisa interessante.

Eu cheguei em São Paulo em 1967.
Vim do Paraná.
Nasci em São Paulo mas vivi 6 anos lá, primeiro em Japurá e depois em Cianorte.
Meu pai era experimentador de café.
Só nos estabelecemos de forma definitiva aqui em São Paulo em 1968.
Foi então que descobri a televisão.
Eu me lembro de assistir tanta coisa...
Quem não se lembra do seriado de Batman e Robbin?
Eu achava a Mulher Gato o máximo!





Eu também me lembro de ver "Tarzan".
Lembro-me daquela cena clássica do Tarzan lutando com um jacaré.
E vencendo, é claro! Rs...
Vi umas três versões, com 3 atores diferentes.



Entretanto, a que mais gostei e assisti foi aquela estrelada pelo ator Ron Ely, um loiro de lindas covinhas e lindos dentes e uma voz maravilhosa que, lógico, não era dele(era do dublador! Rs...)



Também via "Jim das Selvas".
Era um seriado sério (rs...) que eu gostava muito.
Na televisão, em tudo o que eu via era sempre o bem contra o mal.
E o bem sempre vencia.

Lembro-me do desenho Mogli, da Disney...

Uma das coisas que eu adorava ver era o "Vigilante Rodoviário".
Nossa, que saudades.











E na mesma onda de Tarzan e Jim da Selva tinha o Daktari, um seriado que acontecia na África.
Eu adorava assistir.

E o "Flipper"?
Eu assistia e queria ter o mar no fundo do meu quintal para ter um bichinho igual a ele.

Eu via a "Lassie"....








... Um seriado que eu achava muito divertido era "Os Monstros".
Eram diferentes de tudo o que eu já tinha visto.
E eu gostava muito de assistir.

Eu via "Os Três Patetas", vez em quando.
Achava engraçado, às vezes, mas já naquela época tinha aflição de assistir por causa das dores físicas que eu achava que eles causavam um ao outro, mesmo sendo amigos inseparáveis.
Era engraçado mas violento.
Nunca esteve entre os meus preferidos, mas passava muito na televisão.
Era um sucesso.
Assim como os outros.

"O Gordo e o Magro" eu adorava.
O Magro era o meu eleito: divertido, ingênuo e bom.
Adorava a amizade deles.
Era como se fosse um adulto (o gordo) brincando com uma criança ( o magro).

Eu adorava um desenho, também sério, que passava muito naquela época.
Chamava-se "Jonny Quest".
Quem assistia, como eu, lembra-se do cãozinho Bandit, muito pequenininho e muito querido.

E aquele seriado "Viagem ao Fundo do Mar", lembram? Eu adorava.

Alguns anos mais tarde eu vi o ator principal participar de um outro seriado, também famoso: o "Dallas".

À tarde (eu estudava de manhã) eu assistia também "Terra de Gigantes".
Sempre ficava muito tensa, torcendo para que tudo desse certo.








Também via "Perdidos no Espaço".
Aquele Dr. Smith me deixava doida de raiva!
Ele se vendia por qualquer coisa e pra qualquer coisa, desde que levasse vantagem.
Eu sempre desejava que um meteoro o atingisse. Rs...
Não captava a idéia, naquela época, de que o seriado girava em torno de suas trapalhadas. Rs...
Coisinhas de infância.







E "O Túnel do Tempo"?
Adorava!
Ficava pensando como seria minha vida se viajasse no tempo.
"Viajava" com esse seriado.

Meu avô era italiano.
Chamava-se Francisco.
Ele e minha avó, Giovanna, moravam na Avenida Consolação, aqui em São Paulo.
Meu avô era zelador de um prédio bem na frente da Biblioteca Municipal.
Aliás, ele ajudou a construí-la.
Na casa dele tinha duas televisões: uma grande e outra menorzinha.
Ele e minha avó colocavamnas uma sobre a outra e assistiam duas coisas ao mesmo tempo.
Meu avô abaixava o volume dos programas que assistia para minha avó poder escutar as novelinhas dela, as quais nunca perdia.
Eles sentavam-se no sofá de mãos dadas, juntos, frente às duas tvs, vendo programas diferentes.
Isso é uma coisa que jamais vou esquecer enquanto viver.
Meu avô também tinha os seus programas favoritos.
Adorava "Bonanza"...

... e "Bat Masterson"...
e também "Chaparral"
Quando eu passava o final de semana com eles, assistíamos juntos.
Adorava estar junto dele.
Adorava as coisas que ele adorava.

Mais para frente, lá para 1970, mais ou menos, eu me lembro de acompanhar novelas.
E uma novela que gostei muito de acompanhar foi "Irmãos Coragem".

Na mesma ordem cronológica vem o seriado importado "A Família Dó-Ré-Mi".
Assistia mas não gostava muito.

Adorava ver o "Vila Sézamo".
A Sônia Braga, o Ênio, o Garibaldi... eu me lembro como se fosse hoje".

Em 1972 passou a novela "Selva de Pedra".
Eu não acompanhava.
Assistia apenas alguns capítulos.
Lembro-me de ter assistido ao último capítulo.

Adorava ver "Jerônimo, o herói do Sertão".
Achava o ator bonito e como já tinha 12 anos já sonhava com o meu príncipe encantado chegando num cavalo igual ao do Jerônimo.
Não era branco, mas era igualmentye lindo. Rs...









Uma outra série brasileira que eu assistia vez em quando era "Shazan, Xerife e Cia".

Em 1973 passava "Os Waltons".
Eu amava!
Minha mãe cozinhava pamonha, à tarde, e eu assistia o Jerõnimo comendo-as e "lambendo os beiços".
As histórias dos Waltons eram sempre muito bonitas e eu aprendia muito com elas.
E a parte que eu mais adorava era quando acabava.
Aparecia a casa, vista do lado de fora, com as luzes acesas e cada um dos personagens dava boa noite ro, um a um, até que todos o tivessem feito.
Daí sim todas as luzes eram apagadas.
Muito legal.
Por conta disso, eu e meus irmãos os imitávamos e dávamos boa noite assim como os Waltons.
Ficávamos bastante tempo nos dando boa noite. Rs...
Muito gostoso lembrar disso.
Eu me lembro, inclusive, que dizíamos: "Boa noite, mamãe. Dorme com o anjo da guarda"....
... e que minha irmã, quando era muito pequenininha, dizia pra minha mãe, sem pronunciar direito as palavras: "Boa noite, mamãe. Dorme com o guarda". Rs...

Outra novela que passou na minha infância, em 1973 foi "Mulheres de Areia".
Minha avó não perdia um capítulo sequer.
Assistia e ficava blasfemando contra a personagem mal de Eva Wilma. Rs...
Sempre que ia para a casa de minha avó, nos finais de semana, assistíamos juntos, os três, no sofá: eu, a vovó, o vovô e as duas televisões ligadas em canais diferentes...

E naquele mesmo ano eu me lembro de ver minha mãe assistindo o programa "Flávio Cavalcanti".
Vez em quando eu via também.
Gostava quando ele fazia aquelas perguntas e havia aquele suspense no ar até sabermos se a resposta dada estava certa ou errada.

Eu me lembro, também, de assistir "Os Monkeys", seriadinho curto.
Eram muito parecidos com os Beatles. Rs...

Vi também o seriado "Hawai Cinco Zero".
Era uma série policial que eu curtia muito, assim como o Bareta e o Kojak.
Mas todos passavam tarde da noite.
Era sempre uma festa quando eu podia ver. Adorava o Bareta.

E como poderia de citar um de meus favoritos? O "Zorro"!
Aliás, também era um dos favoritos de meu avô, que via tudo quanto era versão. Rs... Assistimos juntos muitas vezes, em casa dele.

Eu me lembro, também, do "Rim tim tim".
Na época eu queria ter uma casa bem grande pra juntar todos os animais dos seriados que assistia.



Eu me lembro de ver, também, "Daniel Boone".
Também gostava muito.
Era mais ou menos na mesma linha dos Waltons.
Família, histórias que nos faziam aprender...

E tinha um seriado muito divertido que era o "Agente 86".
Gostava de ver, sempre que podia.

Uma novela que minha mãe acompanhou foi "O Bem Amado".
Eu me lembro que ela passava tarde da noite (22 horas) e minha mãe nos mandava dormir antes da novela começar, pois era proibido para a nossa idade.





E, enquanto a novela ainda passava à noite, o grande anúncio: o lançamento da Televisão a Cores no Brasil.

O Bem Amado, a partir de então, seria colorido.



E quem não podia comprar a televisão colocava um filme na frente da telinha, de vários modelos: azul, verde, 3 cores... só pra ver as imagens coloridas!

Quando eu era criança eu via "A Feiticeira"...











Via também "Jeannie é um Gênio" ...



e também o "Nacional Kid".











Ele era o nosso "Power Rangers" da época. Rs...

Lembro-me de minha avó assistindo a novela "Carinhoso".

...a novela "Bravo", que eu adorava as músicas.
Aprendi a escutar música clássica desde pequena e poder ouvir as músicas que me embalavam quando pequenina fazia com que eu me sentisse atraída pela novela.
Mas eu me lembro de querer escutar mais as músicas do que assistir às cenas.
E não tocava muito.
Desisti da novela e continuei escutando as músicas nas fitas cassete do meu pai, que foi quem me ensinou a apreciar a bela música.

Tinha uma novela muito maluca que eu acompanhava de longem chamada "Saramandaia".

O que eu gostava era de ouvir a música "Eu sou nuvem passageira... que com o vento se vai...eu sou como um cristal bonito... que se quebra quando cai...."

Minha avó assistia "Nino, o Italianinho"...
Assistia "Beto Rockfeller" e eu me lembro de gostar muito de ver essa novela, quando ia na casa dela. Com Luís Gustavo.
Eu me lembro que queria seguir os cápítulos de outra, também com o Luís Gustavo e que se chamava "Super Plá".

A história me atraiu porque ele era tímido e tinha de tomar um refrigerante que dava nome à novela para se tornar galante.
Só assim se declarava para a mocinha da novela, interpretada por Bete Mendes, linda.
Mas não vi todos os capítulos.
Como já disse, nunca fiquei muito presa à tv, apesar dela ter sido muito marcante em minha vida, com todo esse material que citei acima.

Eu lembro que passou "A Moreninha" e que eu achava o galã lindo. Mas não seguia diariamente.

Em 1975 passou a novela "Pecado Capital".
Minha mãe assistia todos os dias.
A única coisa que eu me lembro é do último capítulo, onde o Carlão, personagem de Francisco Cuoco, morre em cima de uma ponte ou construção, não sei bem...
E o dinheiro da mala que levava e que correu atrás durante toda a novela, abre e o sinheiro que estava dentro voa por tudo e sobre todos.
E aí o paulinho da Viola canta: "Dinheiro na mão é vendaval... é vendaval.... na vida de um sonhador.... de um sonhador..."
As músicas sempre me chamaram muta atenção, desde pequena.

"O Espigão" e "Cavalo de Aço" foram outras novelas pelas quais minha infãncia passaram (bem de leve, quase como pinceladas de tinta numa aquarela)

Em 1974 passou a novela "Fogo sobre Terra", com Juca de Oliveira e Regina Duarte.
Eu recordo que assistia em casa de minha avó vez em quando e que a Regina fazia papel de cega e chamava-se Bárbara.
Tinha até uma música chamada Tema de Bárbara que eu amava ouvir.
Tocada ao piano.
Uma cena que vi e nunca esqueci é uma em que ela contracenava com um passarinho nas mãos.
Ele foi para as mãos dela e eles interagiram.
Lembro-me como se fosse hoje. Adorei!

Aí, em 1975 passou "Roque Santeiro". Vi um capítulo ou outro, também.

A novela "Gabriela", proibida para mim e meus irmãos. Passava tarde da noite e era muito "atrevida".

Em minha infância também passou a novela "O Casarão".
Eu me lembro bem de escutar a Elis cantando Fascinação na abertura.
Adorava ouvir a voz dela.
Adorava.
A voz dela, nessa música, me tocava no fundo da alma.
Quando Elis morreu fiquei triste. Tinha visto um programa em que ela cantava e chorava. Naquele dia a tristeza dela foi sentida por mim. E quando ela morreu eu trabalhava no Hospital Santa Joana. O caminhão dos bombeiros, com o seu corpo , passou por baixo do viaduto do Paraíso. Eu estava no viaduto, vendo o féretro passar e lamentando por não ter visto Elis cantar com alegria e com os olhos abertos.

Vi alguns capítulos da novela "Dancing Days".
Eu me lembro de gostar de ver o romance entre os personagens principais, que nunca se acertavam. E de ver aquela cena em que as duas irmãs brigam agarrando-se pelos cabelos, se agredindo, e terminam se abraçando. Um trabalho muito bonito das duas atrizes. E a abertura, com aqueles pés de meinha de lurex vestindo sandálias... muito legal.

Vi durante muito tempo "O Sítio do Pica-pau Amarelo".
A primeira versão.
Adorava!

E uma das coisas que mais curtia quando era criança e adolescente era a música. Sou do tempo em havia os grandes Festivais da Música Brasileira. Que saudades...

Roberto era o rei...











Uma vez fui ao cinema com minha prima Márcia, então jovem (eu era criança), para vermos Roberto Carlos num filme que tinha helicóptero. Foi um dos meus primeiros filmes vistos no cinema e eu saí de lá muito impressionada com o tamanho da tela do cinema. Foi bárbaro.

Mais pra frente eu me lembro de curtir uma música que sempre tocava no rádio e que era de Susi Quatro.

Ronnie Von era o príncipe...











Wanderléia dividia o título de namoradinha do Brasil com Regina Duarte.
Wandeca era linda!
Usava umas saias curtinhas e tinha lindos cabelos e todos sempre diziam que tinha lindas pernas.
Eu sempre amei sua voz e seu visual.
Comecei a prestar atenção na música popular brasileira nessa época.







Erasmo era "Tremendão"...

Tinha Vanusa

e Antonio Marcos

Demétrius e o "ritmo da chuva".
Eu adorava essa música.
Já era romântica, na época.

O Trio Esperança cantava "Filme Triste"

Evinha cantou "Luciana" no Festival, competindo com o lindíssimo e competentíssimo Malcom Roberts, quando eu tinha 9 anos...e me lembro como se fosse hoje.

a "Disparada"! de Jair Rodrigues...



o "Arrastão" da Elis
Hoje eu penso: quem era realmente um arrastão: a música ou ela?

"A Banda" com Chico Buarque e Nara Leão...

Chico Buarque na "Roda Viva" daquela época...

Tinha Geraldo Vandré, antes da Lobotomia

O Caetano, engajado com alegria, e depois, contestando aos gritos com "É proibido Proibir"


Tinha Gil e Os Mutantes... Tinha o Tropicalismo mas eu ainda não me dava conta disso.

Tinha Wanderley Cardoso,
Jerry Adriane,
Martinha,
Os Vips,
Altemar Dutra
Nelson Gonçalves

Tinha Ângela Maria cantando a nossa "Gente Humilde"

e sendo consagrada como a nossa maior cantora. Muito justo.

E um encontro que eu pude ter o privilégio de ver e ouvir:

Tinha Cauby Peixoto...
Ivom Cury

Eu cheguei a ter um disco quadrado, do Agnaldo Rayol, feito de papel.
E tocava!
Eu me lembro que o trouxe do Paraná e que o escutei muito!
Ele era azul.

Eu escutava Rita Pavoni.

Tinha "Os incríveis" que cantavam "Eu te amo meu Brasil", que eu adorava. Nem percebia o que estava acontecendo na época.

Tinha Perla, O Clube dos Artistas... os filmas maravilhosos e inesquecíveis do Mazzaropi, que eu amava!

Tinha o programa do Chacrinha, que eu achava chato e muito barulhento, mas assistia por causa das músicas, que gostava.

Tinha Odair José com "Pare de tomar a Pílula".

Eu me lembro de escutar Paulo Sérgio cantando "Índia"

E também me lembro de Eduardo Araújo e Silvinha.
Adorava ver a Silvinha cantando e, depois que eles se casaram, ela sumiu. Cantava só jingles.


Tinha Regina e Débora Duarte, Glória Menezes e Tarcísio Meira, todos no auge de suas carreiras.

Tinha Cid Moreira à frente do Jornal Nacional, com aquela voz que todo mundo conhece...

Eu adorava assistir "Família Trapo", com o Zeloni e o Ronald Golias.
Sempre que podia, assistia.
Lembro-me que meu pai também gostava muito do Golias.

Tinha o Pelé no time do Santos e do Brasil... eu me lembro dele, jogando... Meu Deus!

Tinha o desenho da Corrida Maluca, com a Penélope e todos os outros personagens, tão engraçadinhos.

Eu me lembro de estar na casa da minha avó quando o homem chegou à Lua.
Eu me lembro como se fosse hoje.
Meu avô chamou nós duas na sala, para que nos sentássemos e víssemos, os três, aquele feito que seria inesquecível.
Vimos tudo pela televisão e esse é um dos dias que jamais me esquecerei.

Na música tinha "Novos baianos", diferentes de tudo.
Mas eu não curtia.
Ainda era criança demais.





Também tinha Tom Zé, mas eu não me lembro dele. E isso, pra mim, hoje, é inadmissível. Pra mim ele é uma de nossas melhores expressões. Adoro o que ele faz e o jeito que faz.

Tinha, além de tudo isso, as propagandas.
Naquela época já chamavam muito a minha atenção.
Às vezes, muito mais que a própria programação.
Há algumas propagandas que fizeram parte de minha infância e que jamais esquecerei. Aliás, sei a letra da musiquinha até hoje.
Os jingles de antigamente são imbatíveis!
Uma das que mais gostava era a dos Cobertores Paraíba

E também a das Casas Pernambucanas, que você pode ver no link abaixo.
Eu amava essa!
http://www.youtube.com/watch?v=KpLfCL1HxQM&feature=related

E a propaganda do Café Seleto, então?
Até hoje eu canto a musiquinha! Rs...

Eu me lembro que naquela época a gente usava Conga nos pés

E eu ia de Sapatos Vulcabrás para a escola, bem escovados e brilhantes.
Ele tornava ainda mais sério o uniforme de colégio de freiras que eu usava. (Mas eu dava um jeito de puxar a saia um pouquinho mais pra cima!)

Para os pés também tinha o tênis Bamba.

As propagandas de Natal eram ingênuas e divertidas:

Propagandas da Varig davam vontade de voar:

http://www.youtube.com/watch?v=A0k8DVMwd8g&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=z0c2majP-VQ&feature=related

Sou da época que quando ia passear de carro com meu pai via nas ruas o Maverick (tivemos um amarelo gema!), Opala (tivemos vários!), dodges dart, charger
sp dois (carro de boy!), o puma (outro carro de boy. O nosso era branco), o TC, o TL, a Romiseta!


Assistia "A Noviça Voadora" na televisão e tomava Crush quando tinha festa.

Comia balas de amendoim cobertas com chocolate e me lembro que o Dadinho era grande e muito saboroso. Hoje é pequeno e tem gosto de gordura!

Coca-cola era só em ocasiões especiais e Chip era só batata frita.

Namoro era só beijo, "Ficar" era só "permanecer" e "Pegar" era apenas "Segurar"...

Sou da época que passava os filmes do Elvis Presley na sessão da tarde. Mais tarde, vi no cinema, 3 vezes seguidas, na mesma sessão de cinema, Os Embalos de Sábado à Noite, com Olívia Newton John e John Travolta.

E mulher não entrava no ITA.

São 50 anos que venho vivendo e acompanhando as mudanças...

Vieram as "Diretas Já",
o Computador deixou de ser grande e de grandes empresas, veio o telefone celular,
a Globalização,
a destruição da camada de Ozônio,
o Modo de vida Sustentável...


Chegou meu marido em minha vida...
...vieram meus dois filhos amados... e, de repente, de criança passei a adulto.
A televisão evoluiu de tamanho e hoje a mais moderna é de plasma.



Hoje podemos ver canais de nosso país e de outros. Tudo globalizou-se.
A programação continua tendo coisas muito interessantes mas percebe-se a nítida manipulação que vem junto com ela. O consumismo, a violência, a falta de impunidade, a crueldade, o apelo exagerado do jornalismo em coisas sem importância, a deseducação....
Mas há boa programação para quem é um pouco mais exigente.

E a vida continua...Que vida legal!!!
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